Shannon Knapp finalmente fala sobre o UFC ter levado 11 atletas do Invicta e diz: “Eu posso preencher essa divisão novamente amanhã”

Na última quarta-feira, Dana White fez uma coletiva de improviso com alguns jornalistas para anunciar que o UFC havia contratado 11 lutadoras do peso palha do Invicta FC, para criar sua própria divisão. Essas 11 lutadoras, mais cinco que serão escolhidas na seletiva, irão competir na 20ª edição do The Ultimate Fighter que definirá a campeã peso palha do UFC.

Após um ano em que as mulheres começaram no UFC, a criação de uma segunda categoria é um bom sinal de que o WMMA começa a se perpetuar no maior campeonato de lutas do mundo.

Dana havia anunciado que investiria no peso palha algumas semanas atrás. O Invicta nasceu há um ano e meio, um evento apenas com mulheres, baseado em Kansas City que descobriu muitos talentos em pouco tempo.

Dana White e Shannon Knapp sempre disseram que as relações entre UFC e Invicta eram boas. Mas o fato de Dana ter anunciado uma parceria com o Invicta e levado 11 das melhores atletas da categoria mais disputada da organização feminina, pegou muita gente de surpresa.

Shannon Knapp falou sobre o assunto com o site www.mmafighting.com

“Basicamente, nós estávamos em conversações com o UFC, e eles não haviam demonstrado interesse no peso palha. Depois que eles se interessaram, nós fizemos um acordo. Foi basicamente isso, fomos capazes de chegar a um acordo, e agora vamos para frente”. afirmou a presidente.

“Seguir em frente”, é um conceito que Shannon adotou para a vida. Ao descrever o raciocínio por trás do envio das lutadoras, ela menciona a palavra “graduação” Shannon também fala de “avanço”. Mas sua palavra favorita é “oportunidade”, e é por isso que ela proporcionou uma plataforma para as mulheres que praticam MMA. Shannon tem consciência que hoje o UFC pode oferecer mais do que ela para suas lutadoras, e portanto, ela estaria impedindo o seu progresso como profissional.

“Eu acho que a oportunidade que estas atletas tem agora, vai proporcionar coisas incríveis para o esporte como um todo, e para as futuras atletas do sexo feminino”, diz. “É uma oportunidade de mudar suas vidas”.

“Meu objetivo sempre foi, sempre, desde o primeiro dia e a partir do momento que entrei nesse esporte, fazer a diferença. E quando eu tive oportunidade de começar o Invicta, construir o Invicta, o objetivo profissional e pessoal era fazer a diferença, era criar oportunidades. Então, para mim, isso é uma coisa incrível, não só para o Invicta, mas para as atletas e futuras atleas. Porque essas meninas estão indo para lá e estão quebrando barreiras que estamos lutando arduamente para quebrar todos os dias. Elas vão ter a oportunidade e o reconhecimento que merecem”.

Embora Shannon não entre em detalhes sobre a parte financeira das negociações, o acordo também prova que ela está à frente no WMMA. Além de ter criado um campeonato só com mulheres, Shannon é uma caçadora de talentos femininos melhor do que qualquer outra pessoa. O UFC tendo levado 11 atletas do Invicta é uma prova disso.

Basta olhar para a lista: Rose Namajunas, Bec Hyatt, Felice Herrig, Carla Esparza, Juliana Lima, Emily Kagan, Alex Chambers, Claudia Gadelha, Tecia Torres, Joanne Calderwood e Paige Van Zant.

A maioria dessas lutadoras são hoje conhecidas em grande parte por causa do Invicta.

E Shannon sabe que ela é responsável. “Eu posso ir lá e preencher essa divisão de novo”, afirma com convicção. “Porque, se você pensar sobre isso, quantas pessoas conheciam essas meninas antes? Você realmente sabe seus nomes por causa do Invicta, e isso é uma coisa surpreendente. Vindo de uma empresa que tem apenas um ano e meio de idade, com apenas 7 shows, ser capaz de fazer isso tão rapidamente. Eu tenho uma tonelada de jovens atletas que estão surgindo e precisam de uma casa, posso preencher essa divisão amanhã.”

A presidente afirma que é não é fácil deixar as lutadoras irem embora. (ela compara como ver os filhos indo para a faculdade). “Como eu posso ficar na frente das meninas e dizer para elas abrirem mão dos seus sonhos por causa da minha organização? eu não posso fazer isso.”

Shannon não acha que o invicta é um “fornecedor de talentos” para o UFC. “Eu não olho para nós como um fornecedor, eu olho como um divisor de águas. Estamos fazendo exatamente o que eu queria fazer, que era construir essas divisões e dar oportunidade para essas meninas.”

“O UFC tem 2 divisões de peso femininas e nós temos cinco. E eu estou pensando em adicionar mais uma. Nós estamos fazendo a diferença”

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Fabíola Nishi

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