O que esperar das 09 atletas brasileiras do UFC em 2017? Veja:

O Brasil tem uma forte história e influência no MMA e se destaca pela qualidade de seus atletas frente a outros países. No UFC, atualmente temos 10 atletas representando nas apenas as mulheres brasileiras, mas toda a nação. Veja o que esperar de cada uma delas no ano de 2017:

Peso Palha

Claudia Gadelha

Claudinha Gadelha, como é por aqui conhecida tem mostrado muita qualidade em seu jogo no MMA e buscado evoluir a cada luta. Já tendo disputado o cinturão do UFC e carregando em seu cartel 2 derrotas para Joanna Jedrzejczyk, que é a atual campeã da categoria, Gadelha precisa torcer para esse cinturão trocar de mãos, a fim de facilitar sua trajetória novamente ao título. Enquanto isso, cabe a número 1 da divisão realizar boas lutas para os fãs e continuar vencendo para sempre manter o posto de próxima desafiante. Uma boa luta seria contra Maryna Moroz, que vem de uma excelente sequência de vitórias. Outra alternativa para disputar o título é estar sempre pronta para substituir as adversárias da campeã em caso de lesão, gravidez ou doping, não deixando passar a oportunidade.

Jessica Andrade

Jessica “Bate-estaca” teve seu melhor ano no Ultimate ao descer de categoria e realizar duas lutas que mostraram todo o seu potencial para a divisão. Sendo a atual número 5 no ranking da divisão e vindo de vitórias por nocaute e finalização, Jessica precisa de apenas uma vitória para se estabelecer definitivamente como a desafiante número um ao título dos palhas do UFC. Passando por mais uma oponente, a brasileira terá que fazer um jogo de mídia para não perder a oportunidade da disputa de título para Michelle Waterson que vem de uma vitória impressionante sobre Paige VanZant e ganhou muita atenção da mídia. Porém, se o destino não nos pregar uma peça, ao que tudo indica, em 2017 o Brasil terá outra chance de ter a primeira campeã peso palha do UFC. Enquanto essa chance não chega, uma luta contra a ex-campeã Carla Esparza seria a tacada final rumo ao título.

Juliana Lima

Card Preeliminar – UFC – Condit vs Alves – Juliana Lima x Ericka Almeida – Brasil – 0 – Goiania – – – www.inovafoto.com.br – id:91324

Ju Thai é a atual número 14 da divisão e possui 3 vitórias e 2 derrotas no UFC. Juliana provou dos extremos da categoria perdendo apenas para a atual campeã e para a ex-campeã da categoria e vencendo de três estreantes no evento. 2017 deve ser um ano de afirmação para Ju Thai no UFC, lutando e vencendo atletas ranqueadas para se aproximar de uma chance ao título e quem sabe, em 2018 desafiar a campeã da categoria. Além de estar pronta para as lutas, a atleta precisará de um pouco de sorte com suas adversárias ( duas delas se lesionaram dias antes do combate e foram substituídas por estreantes) além de evitar a todo custo sofrer lesões. Ao final do ano Juliana poderá configurar o top 10 ou top 5 da divisão se conseguir realizar 2 lutas e sair vitórias de ambas. Uma boa luta seria contra Jessica Aguilar, que atualmente encontra-se 3 posições acima de Juliana no ranking.

Viviane Pereira

Contratada pelo UFC em 2016, a invicta Viviane Sucuri teve uma oportunidade de ouro e não desperdiçou. Substituindo uma atleta lesionada, Sucuri enfrentou e venceu a nona colocada do ranking estreando com o pé direito na organização. A luta não foi empolgante e a vitória foi um tanto quanto tímida, motivo que levou a brasileira a ficar fora do ranking. Este ano pode servir como uma mola para levar Viviane ao topo mais alto da categoria no ano que vem. Para isso será preciso boa evolução em seu jogo, em especial seu Jiu-Jitsu e lutas com vitórias convincentes. Viviane é mais uma lutadora que tem tudo para representar bem nosso país. Seria interessante ver a brasileira lutando contra Alexandra Albu, que também está invicta na carreira com 6 lutas.

Poliana Botelho

Amiga de Claudia Gadelha, Poliana estrearia no UFC 206 enfrentando Valerie Letourneau, porém uma lesão lhe tirou da luta, vendo a também estreante e sua única algoz vencer no maior octógono do mundo. Apesar de não ter um cartel tão extenso, Poliana possui 5 vitórias na carreira sendo todas por nocaute/nocaute técnico, o que mostra sua força e capacidade de definir seus combates. Este ano servirá para a brasileira se testar no UFC e descobrir o quão longe ela pode ir no evento. Tudo indica que a atleta terá futuro na divisão, porém o tempo mostrará. Talvez um bom teste para sua estreia seria contra Justine Kish, que apesar de estar invicta no MMA e ter 2 vitórias seguidas na organização ainda não figura o top 15 da divisão.

Peso Galo

Ketlen Vieira

O “Fenômeno”, como é conhecida Ketlen Vieira estreou no Ultimate em outubro de 2016, e fazendo uma luta de segurança e pouco empolgante, saiu vitoriosa, mantendo sua invencibilidade na carreira. Apesar de ter vencido duas oponentes por nocaute, Ketlen precisa melhorar o fundamento da trocação para avançar bem na divisão. Agora treinado no Rio de Janeiro juntamente com Dedé Pederneiras, a brasileira tem tudo para seguir vitoriosa e crescer na categoria. Esse ano pode servir de aquecimento para o “fenômeno” vislumbrar desafios maiores no ano que vem. Uma boa luta (e ela já vem pedindo por esta) seria contra Laurem Murphy que assim como Ketlen já foi campeã em eventos menores e costuma fazer lutas empolgantes para os fãs.

Bethe Correia

Bethe “Pitbull” Correia ficou conhecida em todo o mundo após lutar contra Ronda Rousey no Rio de Janeiro em 2015. Apesar de não sair vitoriosa, a brasileira ganhou muita visibilidade e suas apresentações costumam ser muito assistidas pelos fãs. A atual 9ª colocada no ranking busca disputar novamente o cinturão e tem tudo para fazer de 2017 a estrada que levará a outra disputa de título no próximo ano. Para isso a brasileira precisará de no mínimo duas boas vitórias, preferencialmente contra atletas ranqueadas. Duas lutas interessantes seria contra a número 15 da categoria, Leslie Smith (que já a desafiou varias vezes) e contra Liz Carmouche que esta uma posição a sua frente no ranking. Sem afobação e com boa estratégia, Bethe pode protagonizar o Main Event novamente e contar uma nova história.

Cris Cyborg

Considerada uma das maiores atletas de MMA de todos os tempos, Cyborg finalmente estreou no ano passado no maior evento do mundo. Fazendo duas lutas em peso casado e atropelando suas adversarias, Cris deixou muito claro a necessidade de se criar sua categoria no UFC. Seu desejo se realizou, porem problemas de saúde e pessoais impediram a brasileira de fazer a luta inaugural pela disputa do título da categoria. Em 5 de dezembro do ano passado, Cyborg foi notificada pela USADA e provavelmente será punida e ficará no mínimo um ano longe do octógono após o doping. Não sabemos quando a brasileira irá voltar e nem em quais condições, porém a única certeza é que o show é garantido todas as vezes que a brasileira se apresenta. Nossa expectativa é que Cris retorne aos holofotes ainda no final deste ano.

Amanda Nunes

Amanda Nunes, a leoa, fez bonito no octógono durante todo o ano de 2016. Após se credenciar para a disputa de título, Amanda não teve piedade de Miesha Tate e roubou seu cinturão sem piedade. Menos piedade ainda a Baiana teve da maior estrela do evento, massacrando Ronda Rousey em menos de um minuto e firmando seu nome como uma das melhores atletas de MMA de todos os tempos. Ano passado foi perfeito para a leoa e 2017 pode ser ainda melhor. Aguardando pela luta que definirá sua próxima oponente, Amanda deverá enfrentar Valentina Shevchenko ou Julianna Peña em sua segunda defesa de título. Se for capaz de passar por este desafio, nossa brasileira poderá seguir os passos de Conor Mcgregor e desafiar a campeã da categoria de cima, que iremos descobrir no próximo mês no duelo entre Holly Holm ou Germaine de Randamie. Como Amanda já venceu Germaine em 2013, uma luta entre a Leoa e Holly Holm levaria os fãs a loucura, e certamente entraria para a história.

O ano de 2017 promete muitas emoções para os fãs de WMMA. Será que teremos duas brasileiras campeãs no evento? Ou até mesmo 2 campeãs e 3 títulos. Será que até o fim do ano todas as nossas atletas estarão ranqueadas? Quantas novas atletas brasileiras o UFC irá contratar? E as que já estiveram no evento e foram demitidas, será que terão outra chance? Bem, as perguntas são muitas, porém só o tempo poderá nos responder.

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Edgard Garcia
Edgard Garcia, brasileiro, amante de lutas e de esportes. "Vejo o MMA como paixão mundial dentre alguns anos, e amanhã, quando olhar para trás, quero ver o quanto o esporte evoluiu, as oportunidades cresceram e a vida de muitos tomou um rumo melhor por meio do desporto".