O mundo do WMMA por André Bicudo

Fala galera amante do WMMA! Vou começar meu primeiro texto aqui na Dama me direcionando a vocês que, assim como eu, se emociona e se empolga ao ver duas mulheres adentrando aos rings e cages ao redor do mundo. E não estou me referindo as ring girls…

Refiro-me as lutadoras de MMA, que a cada dia que passa estão conquistando um espaço maior no coração dos fãs de luta.

A ideia aqui é falar um pouco a respeito do que está acontecendo no cenário das lutas femininas, tentar adivinhar o futuro (apesar de futurologia não ser o meu forte), viajar nas ideias sobre possíveis lutas e falar, falar, falar e falar sobre esse universo que nos fascina.

Mas você deve estar se perguntando: Quem é esse louco aí? Basta você saber que também me enquadro na categoria “amante do WMMA”, o resto é balela. Só peço que não se assustem, pois também enquadro-me na categoria “louco de pedra”. Portanto, se você ler palavras que não existem, termos chulos e exageros ao extremo, não entrem em pânico, é apenas a paixão extrema tomando forma, ok?

Bom, agora que já somos quase íntimos (humm…) digo que a intenção aqui é criar debate e discussão mesmo! Então sintam-se a vontade para me escrachar, zoar, escorraçar e o escambau! Afinal a nossa vontade é que o WMMA cresça, não é mesmo? E sem debate nada se desenvolve e cresce nesse nosso planeta louco e maravilhoso. Ao bom entendedor isso quer dizer que “trolls são bem vindos!”, beleza?

Então vamos ao que interessa? Devido toda essa apresentação e bla, bla, bla inicial vou apenas dar uma pincelada na extraordinária e, a cada luta que passa, mais viciante divisão Peso Palha. No último sábado, vimos uma nova estrela nascer e chegar para bagunçar de vez a categoria. Uma estrela de nome Maryna. Confesso que fiquei abismado com o resultado e só conseguia pensar “quem essa ucranianazinha fuleira pensa que é pra partir assim pra cima da Jojo???”, mas passado a emoção da luta é preciso analisar friamente o ocorrido e festejar a chegada de sangue novo na categoria.

E que sangue novo! Com apenas 23 anos e menos de 2 anos de carreira a “Iron Woman” mostrou que chegou pra bagunçar de vez a recém inaugurada e já bagunçada Strawweight do UFC.

Eu tive o prazer de conhecer a Maryna quando ela veio ao Brasil lutar o XFCi 7 e me surpreendi com a incrível performance dela pra cima da Karine Silva, atleta que pra mim é umas das Top-3 entre as principais prospects da categoria no Brasil. Lembro de achar ela bem alta para o peso palha (ela é 10 cm mais alta do que o atual campeão do peso mosca masculino Demetrious Jhonson), imagina entre os palhas… Também me surpreendeu a confiança enorme que ela tem no seu jogo de solo, cuja agressividade faz os nossos olhinhos brilhar.

Bem agitada, ficava claro que estava incomodada (não aborrecida, que fique claro!) pela falta do inglês e do português para se comunicar com os eufóricos paulistanos que a tietavam. Troquei duas idéias com ela, devidamente traduzidas pelo seu treinador, e já me afeiçoei por aquele jeito de quem ainda não tinha conquistado o que era seu: Maryna Moroz queria mais!

E foi contra a deusa mor dos WMMAmaníacos que a estrela Maryna brilhou! A sua frente estava Joanne Calderwood, a invicta Escocesa de Ouro! E quiseram os deuses da luta que os céus da Cracóvia vissem uma estrela nova e radiante chegar pra iluminar o nosso esporte.

Uma vitória rápida… avassaladora. E a estrela do Leste Europeu mostrou todo seu esplendor ao, na entrevista pós luta, literalmente chamar pro pau a atual campeã, e promessa de ídola, Joanna Jedrzejczyk (ou Joanna Sopa de letrinhas, para os mais íntimos).

Mas seria a hora da ucraniana disputar o cinturão frente a Dínama Polonesa? Ainda não sabemos.
Seria uma revanche com a musa brasileira Claudinha Gadelha o próximo desafio da Super Joanna? Sabemos menos ainda…

Prefiro arriscar que o próximo TS (title shot… e se acostumem com as siglas caramba!) saíra da luta entre a guerreira das Minas Gerais, Juliana “Ju Thai” Lima, e a former Invicta Star, Jessica Penne. Vamos ver o que a mente devassa e brilhante de Sean Shelby nos reserva.

Outra estréia empolgante ficou a cargo da russa Aleksandra Albu. Ela e a sua adversária Izabela Badurek fizeram um duelo que impressionava muito mais pela beleza (duas baitchas gatas!) do que pela informações sobre a qualidade técnica das duas. Mas assim como vem fazendo seus compatriotas no movimento que está rolando no UFC, e que vem sendo chamado de “Invasão Russa”, Aleksandra mostrou que ainda tem muitas garrafas pra vender (by Joinha) dentro da divisão. É galera, nem só de fotos semi-xxx é feita a nossa Aleksandra!

Confesso que fiquei curioso pra vê-la atuando contra uma lutadora tão agressiva quanto ela e me veio na hora a Randa Markos na cabeça. Vamos aguardar o resultado de Markos x Daly e as cenas dos próximos capítulos.

E no Brasil? A quantas anda a SW (Strawweight) no nosso Belo, Impávido e Colosso celeiro? Vamos muito bem obrigado! Elen Torres, Bruna Ellen, Ericka Almeida e Amanda Ribas desfilaram sua categoria nas últimas semanas. Para nossa alegriaaaaaa!

E o que é Amanda Ribas? Ainda estou tentando decifrar… Só sei que a definição da Amanda é algo bem próximo (mas muito próximo mesmo!) de “promissora”! Mas isso é assunto para outra coluna, senão sáparada aqui vira um livro mermão! 🙂

É isso aí filhos da pátria da luta. Estamos na área e se derrubar é pênalti! Deixe seu comentário, me xinguem, me esculachem, simpatizem-se comigo… Mas deixe seu comentário, perguntas e sugestões que terei o prazer de promover a paz, ou a discórdia, por aqui! E que venham mais e mais guerras do universo WMMA para podermos comentar. Warrr e tamo junto negada!

P.s.: Warrr Felice/ Warrr Paige! Muretei mesmo e que se dane, blz? Luta difícil do caramba! PQP by Arona…
Bjs e abs

 

COMENTÁRIOS

comentários

André Bicudo

2 Comments

  1. BoO

    18 de abril de 2015 at 9:55

    Excelente texto

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