Especial Equipe VTT – Vale Top Team – Chute Boxe Diego Lima

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Continuando nossa série sobre as Equipes nacionais que investem no MMA Feminino, hoje vamos conhecer um pouco mais da equipe VTT – Vale Top Team – Chute Boxe Diego Lima.

De Taubaté, no Vale do Paraíba, a equipe liderada por Cacá Lima conta com uma das melhores lutadoras do Brasil, Kalindra Faria, além de Fernanda Silva, Solange Tirolli, Patty Wander e a lutadora de jiu-jitsu, Heloise Morais.

Cacá fala da importância das meninas.

“A importância das meninas são as mesmas dos homens, aqui todos são tratados iguais, pois o MMA feminino está crescendo muito. E o preconceito contra as lutadoras existe para quem acha que existe, para mim, não”.

Sobre Kalindra, que no dia 21 de fevereiro disputa o cinturão peso palha do KSW contra a campeã Karolina Kowalkiewicz, o treinador é só elogios.

“A Kalindra é a inspiração de todas as meninas”.

E elas concordam

Fernanda Silva “Treinar com a Kalindra é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Foi ela que me incentivou desde o começo,quando eu nem pensava em disputar. Não posso dizer que ela é como uma mãe pra mim,porque sou mais velha que ela,rsrsr,mas como uma irmã sim. Ela me ajuda em tudo, em tudo mesmo, tem um enorme coração. Ter a Kalindra como companheira de treinos e como treinadora também é um grande privilégio. Sei que muitas meninas queriam ter a oportunidade de treinar com uma atleta como a Kalindra, então aproveito o máximo dela.”

Heloise Morais “Treinar com a Kalindra é excepcional e hoje considero essencial para minha evolução no esporte, pois aprendo muito em nossos treinos, são muito específicos e puxados, mas de grande importância. Mesmo sendo amigas, na hora do treino não tem moleza, nenhuma alivia para a outra, eu tento dar o meu melhor para levar dificuldades para ela porque sei que isso ajuda e no fim das contas, eu aprendo e evoluo muito. Ela consegue passar toda sua experiência em lutas, não só em técnicas, mas em sua disciplina e dedicação, seu foco e responsabilidade.”

Solange Tirolli “Treinar com uma lutadora experiente como a Kalindra é um privilégio ainda mais quando você já era fã. Antes mesmo de começar nas artes marciais eu acompanhava o trabalho dela e hoje treinando com ela, sem dúvidas, vai ser e está sendo muito bom para mim, afinal, ela é uma das melhores.

Patty Wander “Uauuu!! O que falar sobre esse privilégio?? Bem.. Antes de treinar ao lado dessa campeã eu já era fã do trabalho e da dedicação da Kalindra Faria. Treinar com ela exige força, resistência e concentração pois ela é focada no seu objetivo, e por ser além de companheira de treino e  fã preciso me esforçar ao máximo para ajudar na evolução dela e conseqüentemente aprender e evoluir com ela também. Mas agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade que me deu, apenas os privilegiados tem a sorte de treinar ao lado dos seus ídolos.”

Kalindra também falou sobre os treinos e elogia as companheiras. “Elas me ajudam muito aqui em Taubaté e quando vou na chute Boxe Diego Lima tem a Vanessa Melo. Adoro todas elas, nós nos ajudamos e temos um sonho em comum, sermos campeãs. O treino é ótimo, a viber é boa e nos damos super bem.”

As lutadoras também falaram sobre o início da carreira e a importância de treinar com outras mulheres.

Fernanda  – Comecei a treinar Jiu Jitsu aos 14 anos, mas não dei continuidade. E com 28 anos, depois de cinco gravidez, me vi gorda e sedentária. Procurei uma academia e comecei a treinar Muay Thai para perder peso. Perdi mais de 20kg, comecei a disputar campeonatos amadores, voltei a treinar JJ e pro MMA foi questão de agarrar com todas as minhas forças a primeira oportunidade que apareceu.

Até um tempo atrás só tinha eu de iniciante e a Kalindra que já era profissional. Eu sentia muita falta de outras mulheres para treinar, porque só treinava com meninos e não conseguia saber realmente como eu estava evoluindo. Hoje já tenho companheiras de treinos e isso faz toda a diferença.

Heloise – Comecei a praticar artes marciais, no caso, Jiu Jitsu há 3 anos atrás para perder peso e auto controle emocional. Não tenho vontade de migrar para o MMA pois desde o primeiro dia em que pisei nos tatames em uma competição, eu realmente me apaixonei pelo JJ. É uma modalidade maravilhosa que mudou a minha vida!

Treinar com outras meninas é importante porque você realmente se testa. Treinar com homens ajuda muito a evoluir no esporte, mas treinando com mulheres é onde você pode perceber do que é capaz. Às vezes os homens podem pegar pesado demais ou aliviar um pouco em nossos treinos, já a mulher não, treina uma com a outra de igual para igual.

Solange – Comecei na verdade para emagrecer, mas peguei gosto e quero levar adiante. Eu pretendo virar profissional em breve e não quero ser apenas mais uma, eu pretendo chegar para fazer a diferença… treino muito para isso.

As mulheres são importantes pois treinamos de igual para igual”.

Patty – Comecei com a capoeira aos nove anos e depois de adulta estava procurando algo que me completasse pois eu não gosto de ir a academia para fazer aulas aeróbicas convencionais, foi ai que conheci o muay thai. E nele encontrei além de uma maneira de gastar calorias, também um caminho para aliviar o stress do dia a dia.

É fundamental ter meninas no treino, ainda mais quando se tem companheiras duras que dão o seu máximo a cada dia. Além de incentivar uma a outra, podemos fazer combates reais dando 100% do que aprendemos”.

E para finalizar nosso especial, perguntamos se elas enfrentariam uma lutadora da mesma equipe.

Kalindra –  Não lutaria com nenhuma menina que treino junto.

Fernanda – Não, eu não lutaria contra uma companheira de equipe. Porque quando vou lutar, não estou lutando só por mim, tenho uma equipe, uma bandeira para honrar. Não teria como eu lutar contra minha própria bandeira.

Heloise – Se eu tivesse escolha, como em lutas casadas, eu não lutaria com uma da mesma equipe. Mas se fosse em um campeonato com chaves e várias mulheres na disputa eu enfrentaria sim, pois penso que se chegamos a mesma altura nas chaves de disputa é porque trabalhamos duro e merecemos estar ali. Confesso ser uma situação bem complicada. Mas dentro dos tatames, que vença a que estiver mais preparada.

Solange – Não lutaria porque eu luto pela minha equipe, somo um time e não tem como lutar contra meu time.

Patty – Não. Dentro do nosso cotidiano criamos um vínculo de amizade e respeito, pois muitas vezes passamos mais tempo ao lado dos companheiros de treino do que com a própria família. Portanto se isso um dia vier a acontecer as duas mãos serão erguidas dentro do octógono como vencedoras, mas sem a luta final.

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Fabíola Nishi

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