Entrevista – Gabi Garcia

Gabi Garcia vem para a sua terceira luta de MMA em menos de um ano no Rizin FF, a super campeã de jiu-jitsu vai encarar Destanie Yarbrough na primeira luta do evento programado para o dia 25 de setembro no tradicional Saitama Super Arena, o evento traz mais dois confrontos femininos, mas a brasileira é uma das grandes estrelas da noite. Confira o bate papo abaixo.

O que você sente lutando na abertura do evento, sente alguma pressão?

Vamos começar bem o evento com as duas buscando o nocaute, mas não será eu que vai cair. Não sinto a pressão de fazer a luta inicial do evento, a pressão é da minha adversária.

Sua adversária não é muito popular, como você avalia as declarações recentes em que ela disse que venceria por nocaute?

Eu e meus treinadores estudamos nossa oponente, essa luta eu quero vencer demais, ela mexeu com meu ego, ela disse que se me vencer irá chamar atenção do mundo todo e abrir portas para outros eventos. Eu deixei meu esporte, o jiu-jitsu, deixei minha família, e eu quero mostrar que o Rizin FF não é porta de entrada para outros eventos e ela não vai criar seu espaço aqui. Ela disse que vai me destruir, que vai me nocautear, infelizmente ela mexeu em um ponto que não cutucavam há anos, mexeu com meu ego.

Você vem para a sua terceira luta de MMA no Japão, o que mudou da estreia para cá?

Havia muita expectativa para minha estreia, afinal conquistei muitos títulos no jiu-jitsu, havia muita cobrança, mas eu comecei a treinar diversas modalidades diferentes e isso é muito difícil, mas quando entrei no Saitama Super Arena eu vi como era louco em estar em uma luta de MMA. Para a minha segunda luta de MMA, eu estava mais tranquila, eu nasci para lutar, treinei mais e mais e mais, eu nasci para isso, estou melhor cada vez mais, e estou pronta para essa terceira luta de MMA, e meu sentimento esta diferente em relação a outras vezes, o que importa não é perder ou ganhar e sim o que você põe dentro do ringue.

Como é para você lutar em um card ao lado de lendas do esporte como Mirko Crocop?

É um grande prazer para mim, na última vez que eu vim para Tóquio o Mirko me chamou para tirar uma foto com ele e eu não acreditei nesse momento, hoje em dia os meus ídolos do esporte são meus amigos, Wanderlei Silva e Anderson Silva sempre estão me ajudando em tudo e só tenho a agradecer por isso, e pela atenção deles, graças ao Rizin eu conheci até o Fedor e somos bons amigos, mas é claro que eu tenho minha história que construi ao longo da minha vida.

Qual a importância da Cris Cyborg no camp para luta contra Yarbrough?

Eu e a Cris iremos lutar no mesmo dia, ela serve como inspiração o tempo todo para mim, com o tempo eu vou progredindo, acho que estou melhor do que na minha estreia, o plano A sempre será o jiu-jitsu, mas irei buscar o nocaute como minha adversária também irá e quem vai cair será ela.

Gabi e o público japonês tem uma relação especial, pode falar mais um pouco sobre isso?

O que eu sempre ouvi dos meus ídolos é que o público japonês é diferenciado, ontem eu estava indo para uma loja em Tóquio e um fã japonês começou a tremer do meu lado, o marketing é importante para os eventos de MMA, dinheiro é importante também, mas não é tudo, mas acho que os ídolos tem que possuir uma história e isso esta cada vez mais raro no MMA. Eu luto para representar a mulher independente, eu aceito o meu tamanho, eu amo estar com esse corpo forte, não tenho vergonha de nada, em uma entrevista anterior me perguntaram se eu fui faxineira e eu não neguei e se precisar seria novamente, sou grande e aceito como sou, o que não aprovo é essa geração que fica atrás do computador criticando a todos, julgando quem é diferente, independente de raça, cor e religião.

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Pedro Henrique
Respiro WMMA 26 horas por dia, só irei descansar quando as mulheres chegarem no mesmo nível dos homens!

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