Entrevista exclusiva: Cris Cyborg fala sobre Miesha, Ronda, derrotas, motivação e muito mais

Campeã peso pena do Invicta FC, Cris Cyborg esteve em Ribeirão Preto no último final de semana para ministrar um seminário de Muay Thai organizado pela Team Nogueira Ribeirão.

Em entrevista exclusiva a lutadora que estreou no UFC no dia 14 de maio no UFC 198, falou sobre as adversárias, sobre motivação e muito mais.

Confira as declarações abaixo, dividido por tópicos:

Luta entre a Campeã do UFC vs Campeã do Invicta FC

Lutar contra Miesha não depende de mim, depende do UFC casar a luta. Todos sabem que estou preparada para qualquer adversária, estou sempre treinando, preparada, se tiver oportunidade de lutar com ela no peso casado.

Descer para o peso galo

No peso galo não dá, é muito difícil pra mim, vou ficar no meu peso ou no peso casado. Quero fazer super lutas no UFC!

Eu sempre disse que o cinturão não é o meu foco, o meu foco é fazer grandes lutas para os meus fãs.

Ritual antes das lutas

 

Eu sempre procuro ficar sozinha no meu quarto, o pessoal quer ficar comigo e eu expulso todo mundo. Gosto de ficar sozinha orando, louvando! Essa hora já estou preparada, já estou treinada, não tem mais o que fazer, apenas orar e me concentrar.

Única derrota no MMA

Na verdade a luta contra Erica Paes foi a minha primeira luta, eu desloquei o meu braço. Essa luta faz tempo, eu já pedi revanche logo depois, mas agora não tenho interesse. Mas eu não escolho adversária, se alguém quiser casar essa luta, estou pronta.

A grande adversária – Ronda Rousey

A Ronda sempre falou que para lutar com ela, tinha que ser do jeito dela, mas ela não é mais campeã. Acho que essa luta vai acontecer, o UFC quer, mas depende dela, ela tem que aceitar a luta. Eu sou campeã e vou até metade do caminho (no peso), ela tem que fazer o mesmo. Isso é o esporte, é uma luta que todos os fãs querem ver acontecer. A Ronda desde a derrota não voltou ainda, acho que ela deve ter amadurecido muito. Infelizmente nós aprendemos mais na derrota do que nas vitórias, eu acho que ela deve ter amadurecido como atleta.

Mas sobre essa luta, não depende de mim, depende dela e do UFC.

Incentivo para quem está começando

O esporte é muito bom, você conhece outras pessoas, você ganha disciplina, ganha saúde. Quem nunca foi pra academia de mau humor e voltou feliz?

Mas pra quem quer ser atleta, não é fácil, principalmente mulher. Estou no esporte há 10 anos e só consegui lutar um mês atrás no UFC.  Pra tudo o que aconteceu na minha carreira, o momento do doping, momento que todos estavam falando de mim, não é fácil. Você não pode subir a cabeça no momento da fama, porque todos que batem palmas pra você hoje, jogam pedra em você amanhã. Exemplo disso é a Ronda e o Anderson Silva.

Por isso temos que dar valor a quem está do nosso lado, pois não é fácil. Para ser lutador tem que treinar muito, superar muitas dificuldades.

Nos dois anos que fiquei longe por causa do doping eu foquei no Jiu-Jitsu, tudo temos que ver o lado bom. Eu ia treinar de manhã, a tarde, a noite.. ia chorando, mas ia. Temos que aprender com as coisas que estão acontecendo!

Motivação

O que me motiva são meus fãs, as mensagens que eu recebo, eles que me motivam a treinar. As pessoas que estão ao meu redor também me ajudam, me motivam.

Mas hoje treinar é o meu trabalho, não é mais meu hobby. Todo mundo acorda cedo para trabalhar, esse é o meu trabalho. Tenho sorte em gostar do que eu faço. Como lutadora quero ser a melhor do mundo, quero ser a melhor no que eu faço.

Prefere Muay Thai ou MMA?

Eu gosto do Muay Thai, eu prefiro Muay Thai e o boxe.

Eu treino tudo, Jiu-Jitsu, judô, Muay Thai. Mas eu gosto é de nocautear, se eu puder terminar as lutas… Eu gosto de porrada mesmo, de pé!

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Fotos – Alberto Gonzaga

Agradecimentos – Bruna Ribeiro

 

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Fabíola Nishi

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