5 possíveis motivos para a segunda derrota de Ronda Rousey. Veja:

“Ela está de volta” foi a temática utilizada pelo marketing do UFC para atrair o público que assistiu o tão aguardado retorno de Ronda Rousey. Ela realmente apareceu no octógono, mas apenas para absorver os fortes golpes de Amanda Nunes enquanto pôde. Durante toda a luta que durou apenas 48 segundos, Ronda aplicou somente 1 golpe significativo. Porém, quais foram os possíveis fatores que levaram a grande estrela do UFC a ter um retorno tão devastador como foi, na edição de número 207 do Ultimate? Veja:

Focos múltiplos.
Não é novidade que Ronda ganhou espaço em diversos seguimentos da mídia e que seu futuro não depende somente do MMA. Filmes, ensaios fotográficos, comerciais e capas de revistas fizeram parte da vida de Ronda e lhe mostraram novas oportunidades para além do mundo das lutas. A quantidade de portas abertas para a atleta podem ter lhe tirado um pouco da motivação em lutar, pela certeza de que sua carreira não depende mais de suas apresentações no octógono.

Psicológico fragilizado.
É impossível esquecer as vitórias espetaculares que Ronda Rousey teve em suas 12 vitórias no MMA, especialmente sobre a americana Cat Zingano e sobre a brasileira Bethe Correia. Porém, sua confiança foi elevada a tal ponto que ao se deparar com uma atleta de Nível altíssimo no boxe como Holly Holm, nem mesmo toda sua personalidade no octógono foi capaz de lhe evitar a primeira e devastadora derrota. Após esse evento Ronda mostrou ser muito frágil psicologicamente, principalmente por não saber lhe dar com as críticas da Mídia, da qual ela se manteve isolada por mais de um ano (e provavelmente repetirá a cena). Ainda que tendo repetido todo o ritual da cara fechada e a marra de sempre, ficou nítido o quanto Ronda não se recuperou psicologicamente de sua primeira derrota.

Tempo de inatividade.
Apesar de Ronda ter mostrado uma forma física excelente, vários atletas que passaram muito tempo sem lutar relataram o quanto a falta de ritmo de luta influência na agilidade e no reflexo. Ter ficado mais de um ano longe do octógono certamente influenciou na má performance da loira.


Estratégia de luta.

Ao que pareceu, Ronda estava disposta a enfrentar a trocação de Amanda Nunes e pagou muito caro por isso. Seu treinador Edmond Tarverdyan, afiou o boxe de sua atleta, porém seu trabalho tem sido questionado a muito tempo, inclusive pela própria mãe de Ronda que afirmou que, caso a filha continuasse com o mesmo treinador ela voltaria a perder. Todos vimos o quanto Ronda precisa evoluir na parte em pé da luta, e apesar do nocaute sobre Bethe Correia, é preciso voltar às origem e utilizar seu melhor que é o Judô.

Pressão por parte dos fãs e do evento.
Por ser uma grande estrela e ter muita mídia ao seu redor, era certo que o seu retorno chamaria muita atenção da mídia e dos fãs. Sabendo o quanto os amantes de luta aguardavam ansiosos por seu retorno, cabia ao UFC planejar o melhor momento para a volta de Ronda Rousey. Uma luta de aquecimento com uma atleta do top 15 antes de disputar o cinturão poderia ter um final totalmente diferente, e em caso de vitória de Ronda, traria de volta sua confiança e a colocaria em ritmo de luta para o desafio maior. Talvez a ambição por parte de ambos (do evento e da atleta) de ver Ronda novamente sendo a rainha da divisão, acabou sendo um tiro no pé, podendo ter resultado na aposentadoria da atleta.

Os próximos dias certamente serão muito difíceis para Ronda e não há como saber se a atleta irá se retirar do esporte com duas derrotas seguidas ou se tentará voltar a vencer outra vez e se aposentar “por cima”. Fica nossa expectativa para as próximas cenas de qual será o futuro da atleta que abriu as portas do WMMA para o mundo.

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Edgard Garcia
Edgard Garcia, brasileiro, amante de lutas e de esportes. "Vejo o MMA como paixão mundial dentre alguns anos, e amanhã, quando olhar para trás, quero ver o quanto o esporte evoluiu, as oportunidades cresceram e a vida de muitos tomou um rumo melhor por meio do desporto".